O rapaz, cronologicamente falando era bem mais novo que eu, porém cheio de atitudes. No começo tive uma certa resistência, uma vez que não sentia tanta atração, mas como todas as vezes em que me sentia muito atraída era sempre uma roubada, dessa vez resolví apostar e investir na velha máxima de que o amor vem com o tempo.
Ele, ao contrário dos outros, tinha mesmo a preocupação de formalizar o negócio e era mensagem todo dia, ligação o dia todo, aquelas coisas de quem tá apaixonado... e enquanto isso eu estava curtindo, pois mesmo não se estando muito a fim, é sempre bom ter alguém te fazendo a corte.
E a vida social do rapaz era agitada... a cada final de semana era uma programação. Aniversário de familiares, amigos e eu do lado, sendo apresentada como a namorada, tudo dentro dos conformes, como manda o figurino.
Em menos de 15 dias o rapaz já queria uma love story em canoa quebrada e, embora achando tudo meio precoce, concordei, afinal, não gosto de perder oportunidades, e dessa vez então que era tudo tão novo e diferente...
O tempo foi passando... tava tudo muito bom, tudo muito bem, mas realmente... as diferenças começaram a pesar e ainda que o rapaz fosse muito gente boa e atendesse a alguns dos requisitos que considero tão importantes... não conseguí ter muita paciência diante de suas imaturidades, pois o moço era de uma precipitação e ansiedades que só vendo para crer.
A gota d'agua foi no dia em que fomos a uma festa à fantasia. O homem simplesmente começou a me pressionar na hora em que pomos os pés na boate para que eu me enturmasse com os seus amigos e isso já me deixou meio P. da vida, pois ninguém gosta de alguém dizendo o que você deve fazer, principalmente eu. Não sei se o problema era a pouca idade ou se falta de bom senso mesmo, o fato é que o rapaz não entendia que as coisas aconteciam naturalmente. Em dois encontros que tive com sua família, ele já queria que eu tivesse tricotando com as primas, coisa que ainda não tinha tido tempo para acontecer.
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