Diário de Uma Balzaquiana
Esse blog tem o intuito de expressar de forma bem humorada alguns momentos da minha cotidianeidade e também do meu "dilema" na busca de um amor. Acredito ser este "probleminha" o de outras mulheres também,afinal não teria tanta sorte assim de ser a única,rs. Portanto, se vc passou dos 30,ainda não casou,está sem namorado(mas gosta do produto),nunca foi noiva e não tem filhos,acredito que vá se identificar com esta que vos escreve.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Uma Dor que desatina e dói....
Meu Deus quando será que vou conseguir aceitar, me conformar e não sofrer mais com isso? ajude-me a ter amor próprio e a encontrar um equilíbrio para que possa seguir sem olhar tanto para um passado que só existe na minha cabeça..Por que eu tenho tanta dificuldade pra esquecer, será que isso é uma dívida cármica como diz uma amiga minha? Já vai fazer 1 ano e eu continuo presa a lembranças que foram boas, mas que pra ele acabou e eu tenho que fazer o mesmo. Todos os dias digo pra mim mesma: " Ele não gosta de você, ele te evita, tirou todas as possibilidades de contato e quem tem sentimento não faz isso. É duro demais ainda gostar de alguém que só te despreza. Não é normal essa vontade que eu sinto de saber notícias, de saber como a vida dele tá, se tá bem, enfim.. e em contra partida você perceber que pra essa pessoa parece ser indiferente se você tá viva ou morta. Que ele tenha encerrado tudo bem, mas qual o motivo de me evitar tanto? ai ai!
sábado, 5 de maio de 2012
La Solitudine.
Há seis meses eu não postava por aqui. Esse tempo seria mais que suficiente para hoje eu escrever um enredo diferente do último,o qual falei sobre o misto de amor e tortura chamado S A U D A D E. No entanto, o discurso continua o mesmo. Meu Deus que sentimento é esse que parece ter se eternizado em mim? nos últimos dias tive a sensação de estar vivendo aqueles primeiros momentos de ausência, é tudo tão forte!! Será que Freud conseguiria explicar? fico querendo entender, decifrar o que ainda me faz reportar àquele homem. Será o fato da rejeição ou da não aceitação? Uma carência infinita, regada à solidão que se instalou? ou será que de fato é amor?
No silêncio e calor do meu quarto fico perdida em meus pensamentos, sentindo-me a mais só das criaturas. Sozinha por não ter nenhuma companhia nesse Sábado à noite e mais ainda por querer estar ao seu lado e não poder. Nem sei se a recíproca é verdadeira, mas essa é a minha vontade nesse momento.Às vezes a vida é tão vazia e quando você começa a amadurecer parece que isso se intensifica. Sei que não tenho o direito de reclamar, pois estou aqui no conforto, enquanto muitas pessoas como mostrou o Jornal Nacional, estão realmente vivendo momentos difíceis, e aí diante disso meu pseudo sofrimento se transforma em nada. Mas o ser humano é assim, só reconhece o valor das necessidades básicas,quando não as tem.
Desde ontem não estou bem! a reunião de trabalho me deixou tensa e ao chegar em casa, a mensagem da Themis me falando que ele mandou um cartão postal, foi o suficiente para me arrasar. Quanta insanidade da minha parte querer que ele envie algo pra mim, o sentimento é meu, não dele. Acho que me tornei totalmente irracional, depois que ele partiu. Não aguentei a curiosidade e fui lá na casa dele conversar com a Themis e sofrer, sim porque tudo naquela casa me traz sua lembrança, começa pelo BOB, o cachorro, o "filho" que ele tanto gostava, que ao me ver até parece que sabe ou lembra quem eu sou. É incrível, até para de latir quando me vê. Quando estou lá, tenho a sensação de que ele vai chegar. Sou masoquista mesmo e acho que a busca pelo sofrer parece fazer parte do DNA. Esse Final de semana se tivesse grana sobrando, teria sumido do mapa, mas como não pude, estou aqui tendo nesse blog o único companheiro que eu posso cansar.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
O que sinto....
No calmaria e no silêncio da noite há um barulho dentro de mim que me inquieta e tira a paz. Ora acho que perdí o bom senso, ora parece me faltar amor próprio. Penso o tempo todo e acabo não vivendo o hoje da forma como tem que ser, quero saber o que virá e questiono os porquês do que aconteceu ontem. Como fazer para que a razão e a emoção sejam aliadas? será isso possível? Queria elevar ao absoluto o que não está ao meu alcance para solucionar, aliás até o faço, mas não com entrega total. Sinto-me como se pedisse para ele guiar, mas em contra partida tento a todo momento tomar as rédeas. Quanta confusão meu Deus dentro deste ser... amo mas acho que não há perspectivas, então deveria esquecer,tento por alguns segundos, encontro outros seres que não me motivam a ir além e nem são capazes de explorar o que de bom há na minha alma, então retorno ao ponto de partida e aí aglomeram-se incertezas,carências, desejos reprimidos e uma infinidade de conflitos que deveriam me fazer evoluir e por que isso não acontece? o que falta para que eu atinja esse nível de evolução?não sei... sinceramente não sei. São muitas indagações e a única resposta que encontro é que sinto. O contato que tanto quis veio, mas o impulso foi mais forte e as palavras atropelaram o sentimento, que agora está mais forte depois de tê-lo escutado, aliás na avidez por falar e expor a minha ira em relação ao meu pseudo sofrer, quase não o deixei se expressar e agora estou aqui, querendo exercer o diálogo e mais ainda a escuta, porém não há como, ainda.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Onde está você?
"Ai essa saudade no meu peito, esse vazio de você".... A distância é ruim, a saudade faz doer, não poder ver e tocar gera uma vontade tremenda, porém o que massacra mesmo é o silêncio. Há momentos em que eu olho para o telefone e não há um número para ligar, a tecla F5 do notebook está prestes a quebrar pelas demasiadas vezes em que a aciono na esperança de ver em meu email alguma notícia - não há nada-. Eu queria saber tudo, compartilhar os momentos que acredito não estarem sendo fáceis, dá um apoio, mas por que me nega isso? cadê aquele sentimento que tanto me convenceu de que existia? onde encontrar uma resposta para tudo o que sinto?
Parece que as lacunas deixadas me fazem pensar mais a cada dia que passa... quase todas as noites invades meus sonhos, talvez pelo fato de ser meu último pensamento antes de dormir. A minha trilha sonora está cada dia mais nostálgica, só consigo escutar músicas que falam de amor e saudade. Será que não estou querendo ver o óbvio, ou será que as milhares de possibilidades que a minha mente cria subjaz a uma aparente obviedade?ai ai, mas como disse o Cartola: " E com o tempo essa imensa saudade que sinto se esvai".
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Você se foi sem dizer onde podia te encontrar...
Sou muito emotiva e sempre gostei de ouvir músicas melancólicas independente do meu estado de espírito. Aquelas que falam de saudade, dor, separação sempre fizeram e fazem parte do meu repertório, talvez o encanto comece pelo som agradável da melodia, não sei, o fato é que gosto e quando começo a escutar alguma letra legal o faço repetidamente até abusar, assim aconteceu também com a composição da Isabella Taviani: "Presente passado" que, por ironia do destino hoje se encaixa perfeitamente à situação em que me encontro.
Julho começou e me trouxe toda a empolgação para viajar e conhecer outro país, ainda que sem a companhia do meu amor. Não houve nenhuma objeção de sua parte, pelo menos não que tenha sido verbalizado. Sua vida atravessava um período conturbado, com muitos problemas os quais eu não podia solucionar, fiz o que estava ao meu alcance que era dar carinho, atenção e escuta. Estava tudo muito cinza para ele e eu já vinha percebendo a falta de habilidade na condução de seus passos, cerca de 15 dias antes da minha viagem, falou-me sobre a compra de uma passagem para Assunção a fim de tentar uma vida melhor, porém que esta ida ficaria condicionada ao apoio financeiro da família e que caso não conseguisse isso não se concretizaria. Achei tudo tão improvável que não levei a sério. Um dia antes da minha partida ficamos juntos e minutos antes do embarque ele se encontrava ao meu lado, despedimo-nos e eu fui...
A cidade autônoma de Buenos Aires (assim denominada a capital, uma vez que Buenos Aires é o estado, para eles, a província) é muito bonita e cheia de glamour, o tango predomina em cada lugar que se passa, as avenidas são muito largas, enfim... passeei, conhecí lugares e pessoas diferentes, comí alfajor e fui a muitos cafés, tudo perfeito até o dia em que eu resolví dá uma olhada no meu email e ví uma surpresa desagradável: um email dele me avisando que resolveu ir embora. Fiquei arrasada e não conseguí mais aproveitar nada. Regressei e agora estou aqui imensamente triste, quase sem notícias dele, lembrando de cada minutinho desse quase 1 ano de romance e sentindo um vazio tremendo. Acostumei-me com seu cheiro, seu toque, seu jeito meio frio de ser, enfim.. " Ai essa saudade no meu peito, esse vazio de você... Você se foi sem dizer onde podia te encontrar, uma razão pra viver você podia me deixar...."
domingo, 26 de junho de 2011
Querido Diário...
Ultimamente tenho tido tantas "demandas" que acabei direcionando meu tempo a outras coisas e deixando este espaço um pouco à deriva, porém hoje resolvi acessar e como disse o Chico na canção meu caro amigo "mas acontece que não posso me furtar a lhe contar as novidades". Bom, mas ao contrário do que cita um outro trecho da música, o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui não está preta e hoje eu volto para falar algo da rotina, da vida, dessa caminhada que ora é tão prazerosa e preciosa. Ao reler sobre o que escreví no ato da criação do blog e pelo fato de temporariamente não me encontrar mais na situação de avulsa- sem namorado-fiquei pensando se retiro essa parte, já que o objetivo maior era detalhar o percurso da busca por um Amor, por outro lado como tudo na vida é incerto e o romance é um tanto conturbado, acho que deixarei como está.
Pois bem, vivencio um momento de boas vibrações em minha vida: o lado profissional entrando em equilíbrio, saúde boa, minha mãe com o quadro da doença estável e um homem pra chamar de "meu", ai ai... lá vou eu com essa mania de pronomes possessivos, rs. É muito bom ter alguém do lado pra chamar quando precisa, pra fazer aquelas coisas bem banais, mas que se acha o máximo sob o efeito da paixão, pra dormir de conchinha e tantas outras coisas boas que se pode fazer a dois. Em alguns momentos sinto-me muito feliz, mas, porém, contudo, todavia e como eu sou um ser extremamente complicado que não consegue se conectar no hoje, acabo não aproveitando esse momento da melhor maneira, pois quero fazer planos pensando no amanhã e não posso, então acabo por me frustrar, mas quando será mesmo o amanhã???será que ele vai chegar?responda quem souber..
domingo, 19 de dezembro de 2010
Não sei se vou aturar esses seus abusos...
Um início de domingo difícil...O coração em descompasso, muitas sensações e nenhuma certeza, aliás que certeza podemos ter nessa vida? No auge da maturidade ainda não aprendí coisas elementares sobre a vida, basta me apaixonar para que todos os velhos erros renovem-se e venham à tona.
Tem uma música da Paula Toller que diz: "Sofrer com tanta angústia por coisas tão pequenas, gastar essa energia, assim não vale a pena" Esse trecho parece que foi feito pra mim...
Agora, encontro-me em mais um momento de paixonite.. Os outros- a grande maioria- eram muito diferentes de mim e esse é extremamente parecido, ou seja, entramos em choque com muita frequência. Ele é ansioso, ciumento e nevoso, características essas em que me reconheço plenamente, como se não bastasse, é meio grosseiro e eu como sou pavio curto, acabo sendo também em alguns momentos, o fato é que com tantos abusos indo e vindo, fica difícil dar continuidade..
E, eu neste momento devido ao sono que me invade,também estou sem condições de continuar a escrever.
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