sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Mentir pra sí mesmo é sempre a pior mentira.

Hoje, ouvindo o desabafo de uma colega portadora de paixonite aguda, comecei a refletir sobre se a paixão realmente cega ou se as pessoas evitam por a lente para ter a justificativa de dizer que não enxergam.

Eu, como uma ex-sentimentalóide e protagonista de tantos "causos" entendo perfeitamente quão perturbador é a falta de reciprocidade em uma relação, porém há situações que beiram a falta de bom senso, por exemplo: ouví da colega a qual me referí no início que há duas semanas ligava para um cidadão e além dele não atender,também não retornava. Sem ter sucesso pelo fone, resolveu recorrer ao email, até que em uma dessas tentativas ele deu o ar da graça.

Resumindo a ópera, só uma coisa faz com que uma pessoa não esteja com outra:a falta de interesse e, para perceber isso não é necessário fazer 10,20,30 ligações. para uma pessoa realista, até a tecnologia está a favor, pois como o celular registra todas as chamadas, se a pessoa não retornou é óbvio que não estava a fim, E aí é preciso entender os sinais.

É incrível como algumas pessoas só interpretam os fatos de acordo com o que lhe é conveniente e não conforme à realidadeUm dia desses assistí ao filme " Ele não está tão a fim de você" que retrata exatamente esse tipo de situação.

Eu sei que para quem não está se encontra no estado Nirvana, as coisas não são tão simples e não estou querendo com estas linhas julgar atitudes de ninguém, mas pelo fato de já ter vivido algumas experiências e aprendido com elas, meu desejo é dá algumas dicas e de certa forma ajudar.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

E vai rolar a festa...

Gente, esse boom de solidão e pessoas à procura de um amor já está se tornando um negócio lucrativo.


A mídia a cada dia enfoca mais esse assunto, seja através de jornais, revistas ou TV a pauta está lá sempre presente. Na toda Poderosa Globo, até o Fantástico agora resolveu colocar um quadro, não sei se por falta de temas mais interessantes ou se para atrair a audiência dos milhares de encalhados que existem por aí.


Em outra emissora há também um programa(esse diga-se de passagem é mesmo bizarro)destinado exclusivamente à formação dos pares e aliás até alguns artistas ressurgem.
Eu, nas poucas vezes em que tive o desprazer de parar o controle remoto diante de tal programação não conseguí ficar convencida de que aquelas beldades que ali estão, têm realmente o propósito que verbalizam, pois em relação às pessoas anônimas, a impressão que tenho é que estão querendo um minuto de fama e quanto aos artistas, como geralmente os que vão são aqueles que estão sem tanta evidência nas telas, penso que seja só uma forma de ser visto, lembrado e com certeza até pagam à emissora.

E as investidas já estão chegando aqui em Fortaleza. Certo dia recebí um convite por email para uma festa a ser realizada em data ainda não definida no qual me solicitava idade, profissão, etc. De imediato pensei que fosse vírus e acabei deletando. Dias depois uma pessoa me liga para falar sobre o evento, dizendo ser uma festa para reunir solteiros em que os ingressos seriam limitados a 150 (75 homens e 75 mulheres). Fiquei surpresa com a informação e até achei estranho principalmente porque até agora não sei quem forneceu meu número de celular. Vejam vocês como está minha situação, até os estranhos estão se sensibilizando e querendo que eu desencalhe,kkkkkk.

Mas enfim, na teoria a coisa é bem interessante, pois um local onde os gêneros estão igualmente divididos é lógico que a probabilidade de um encontro aumenta e muito, porém, obviamente como a festa é paga e não conheço a empresa que está oganizando, paira no ar a dúvida em relação à credibilidade, mas não posso negar que fiquei tentada, afinal um local em Fortaleza com essa proporção de pessoas, só vendo mesmo pra crer.

domingo, 2 de agosto de 2009

Tinha cá pra mim que agora sim eu vivia enfim um grande amor:..Mentira.

Após uma longa e tenebrosa temporada de seres com alergia a relacionamentos, surge uma pessoa que diz gostar e querer namorar, ufa!!! (pois não é que ainda existe, rs.)
Bom, o negócio parecia mesmo ser pra valer e o melhor de tudo era que minha mente dessa vez conseguia ficar calma, quieta, enfim sem aquelas expectativas, visualização do vestido de noiva e coisa e tal.

O rapaz, cronologicamente falando era bem mais novo que eu, porém cheio de atitudes. No começo tive uma certa resistência, uma vez que não sentia tanta atração, mas como todas as vezes em que me sentia muito atraída era sempre uma roubada, dessa vez resolví apostar e investir na velha máxima de que o amor vem com o tempo.

Ele, ao contrário dos outros, tinha mesmo a preocupação de formalizar o negócio e era mensagem todo dia, ligação o dia todo, aquelas coisas de quem tá apaixonado... e enquanto isso eu estava curtindo, pois mesmo não se estando muito a fim, é sempre bom ter alguém te fazendo a corte.

E a vida social do rapaz era agitada... a cada final de semana era uma programação. Aniversário de familiares, amigos e eu do lado, sendo apresentada como a namorada, tudo dentro dos conformes, como manda o figurino.

Em menos de 15 dias o rapaz já queria uma love story em canoa quebrada e, embora achando tudo meio precoce, concordei, afinal, não gosto de perder oportunidades, e dessa vez então que era tudo tão novo e diferente...

O tempo foi passando... tava tudo muito bom, tudo muito bem, mas realmente... as diferenças começaram a pesar e ainda que o rapaz fosse muito gente boa e atendesse a alguns dos requisitos que considero tão importantes... não conseguí ter muita paciência diante de suas imaturidades, pois o moço era de uma precipitação e ansiedades que só vendo para crer.

A gota d'agua foi no dia em que fomos a uma festa à fantasia. O homem simplesmente começou a me pressionar na hora em que pomos os pés na boate para que eu me enturmasse com os seus amigos e isso já me deixou meio P. da vida, pois ninguém gosta de alguém dizendo o que você deve fazer, principalmente eu. Não sei se o problema era a pouca idade ou se falta de bom senso mesmo, o fato é que o rapaz não entendia que as coisas aconteciam naturalmente. Em dois encontros que tive com sua família, ele já queria que eu tivesse tricotando com as primas, coisa que ainda não tinha tido tempo para acontecer.

E aí depois desse dia, o homem começou a dizer que estava refletindo muito sobre as nossas diferenças e eu, preocupada demaisssssssss. A verdade é que eu já tava louca pra cair fora, mas como ele tava se encaixando dentro do perfil do namorado, eu fui protelando. O fato é que depois de muito refletir( aliás homem não combina muito com essas coisas) o rapaz me chamou para um discutir a relação e deu um ponto final. Pense numa pessoa aliviada!!!!!!!!!kkkkk.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Solidão é lava que cobre tudo...

Viver é engraçado!!! Ser solteira depois dos 30 então, nem se fala. Hoje estava refletindo sobre essa minha condição e de como os outros a percebem. Há muitos aspectos positivos em está solteira e uns outros trocentos negativos.

Poder fazer o que quer, na hora que bem entender é uma maravilha. Não ter ninguém dependendo de você, pelo menos para mim que sou meio individualista, também é muito bom.

O sábado de samba com as amigas.... jogar conversa fora.. paquerar... ai ai. Oh negócio bom! hoje eu consigo entender o porquê da ala masculina gostar tanto de uma mesa de bar. A vida boêmia é mesmo muito sedutora.

Agora, partindo para alguns pontos negativos vou começar parafraseandoa uma estrofe de uma música bem antiga do Fábio Júnior (não sou fâ dele, mas foi a que veio na cuca): " Tem horas que bate uma tristeza tão grande que eu não sei o que fazer e nem pra onde ir, é tanta coisa coisa que eu queria dizer, mas não tem ninguém pra ouvir". kkkk. Oh negócio melancólico né? bem, é mais ou menos assim que em alguns dias e alguns momentos eu me sinto quando a solidão bate.

O sábado à noite se estiver em casa, também é um negócio meio cruel!

Alguns me elogiam e costumam dizer: "Bonita", "inteligente", "independente e sem namorado? Com certeza é porque está exigindo demais". Antes fosse..o problema é que enquanto o mercado de homens bons e solteiros atravessa uma crise, o de cafas está a cada dia em plena expansão, aí a melhor companhia é vc mesma.

Outros me questionam em relação à maternidade e eu, a parte mais interessada, mesmo com o relógio biológico já gritando, ainda não consigo me preocupar, só não sei se isso é bom ou ruim.

Tem também a cômica situação de quando estou conversando pela primeira vez com um "candidato". Se ele for cearense, com certeza haverá uma sabatina, afinal "Cearense não conversa, pergunta". (importante frisar que tb sou made Ceará, mas é que um dia ouví isso de alguém e achei ótimo).

Bem, o fato é que quando digo a minha idade e o meu estado civil, de imediato aquele semblante supreso interroga:" Não tem namorado?e eu respondo: não. Mas já foi casada? Não. "tem filhos?" não. Mas já foi noiva? tb não, mas vale salientar q não sou sapatão. Eu concluo logo, poque pela sequência e admiração a cada negativa minha, se não fosse expressada esta pergunta, com certeza ficaria implícita, aí pra não matar o sujeito de curiosidade, eu verbalizo. É incrível, mas a sociedade convenciona tantos paradigmas que quando vc não está dentro deles, é vista como se fosse anormal.

Em meio a tantas circunstâncias de la solitudine, existe também um outro viés, este bem senso comum mesmo. Aquelas pessoas q gostam e simpatizam com vc, costumam olhar a solteirona com aquele ar piedoso e afirmam:

" Uma pessoa tão boa, mas não conseguiu arrumar ninguém, é uma pena! Em contra partida, aqueles que já não nutrem um bom sentimento e simpatia por você, dizem: " A bicha é tão ruim que nunca conseguiu arranjar um homem que a quisesse.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Homem Primata...

Começou até bem, quimicamente falando fluiu melhor ainda, aquelas ligações diárias de quem supostamente está interessado e a coisa foi indo. Um homem maduro, charmoso e a minha mente de roteirista já começou a entrar em ação. (Doce ilusão).

Os dias foram passando e não foi necessário muito tempo para que o rapaz começasse a se revelar. Primeiro, o homem sofria de um stress crônico e tinha tolerância zero para quase tudo, o que já me deixou em alerta, pois como também não sou uma criatura das mais zen, isso poderia ser um péssimo indício, mas continuei e tentei relevar, pra não dizer q não falei de flores..rsrsrsr.

Depois, acabei descobrindo outra característica: O cara era ultra-mega-super sincero. Tudo bem, concordo que ninguém gosta de mentira e que todos prezamos pela honestidade, sinceridade e coisa e tal, mas vamos combinar que o negócio não precisa ser tão exagerado e escancarado, ele era daqueles que assustava a quem ainda não o conhecia direito, como eu, e agredia a qualquer um com quem já tivesse intimidade.

Imaginem vocês que ele fazia questão de me falar sobre outras mulheres do seu "passado" porém conjugando os verbos no imperfeito, ou seja, era como se a situação não tivesse totalmente acabada, e ele quisesse testar o nível de ciúme, uma coisa meio esquizofrência, até difícil de explicar.

Mas o pior foi descobrir o lado mesquinho, pois o moço simplesmente por considerar todas as mulheres um bando de oportunistas, teve a capacidade de me dizer que não pagava nada sozinho, que mulher tinha mesmo que dividir tudo(vale salientar que estávamos na fase da conquista). Eu sei que nós, seres do sexo feminino lutamos pela igualdade dos direitos, mas o homem não precisava se sentir tão ofendido a ponto de querer extinguir o cavalheirismo e a gentileza que venhamos e convenhamos, é fundamental.

Como se não bastassem todos esses predicados, o rapaz era também mais um daqueles que faz uma releitura daqueles velhos clássicos: " Não estou no momento pra namorar nem você e nem ninguém"." O problema não é contigo, sou eu mesmo, isso é uma fase que vai passar", perfeitas essa frases... aliás, bem dentro do padrão de encrenca que eu sempre arrumo.

Pra finalizar, encontramo-nos ainda algumas vezes, tempo este suficiente para ter a certeza que o cara era um profissional na arte de ser Cafa. Ele era tão grosso que não conseguíamos mais nem estabalecer um diálogo, pois pequenas coisas o tiravam do sério e aí antes que o negócio partisse para a agressão, coloquei um ponto final.

terça-feira, 9 de junho de 2009

A origem do Termo Balzaquiana

Se vc está na casa dos 30 e se sente ofendida quando alguém a chama de "Balzaquiana" lamento informá-la, mas o termo de fato faz juz a sua pessoa, pelo menos na visão de Honoré de Balzac. Leiam o texto abaixo:

Muitos já ouviram ou usaram o termo "balzaquiana" para designar um certo tipo de mulher.
Mas você sabe o que este termo quer dizer, quem o criou e por quê?

O termo foi criado pelo escritor francês Honoré de Balzac que viveu na primeira metade do século XIX (1799-1850) autor da memorável e eterna obra "Ä Mulher de Trinta Anos".
Balzac definia a beleza feminina da seguinte forma: ‘‘A fisionomia das mulheres só começa a ter significação aos 30 anos. Até essa idade, em seu rosto, os pintores só encontram o rosa e o branco, sorrisos e expressões que repetem o mesmo pensamento, pensamento da juventude e de amor, pensamento uniforme e sem profundeza’’.


"As mulheres de 30 podem ser garotas, aos 40 podem oferecer aos olhares do mundo um corpo em plena forma, a vitalidade sexual explodindo, a carreira florescendo".
O livro trata a fundo da questão do destino da mulher na sociedade e, em particular, dentro do casamento. "A Mulher de Trinta anos" contém estudos de psicologia feminina de extrema agudeza.

Balzac é um dos primeiros a focalizar o drama da incompatibilidade de casais. Prestou um serviço imenso às mulheres, ao duplicar para elas a idade do amor. Antes dele, todas as namoradas de romance tinham vinte anos. Ele prolongou até os trinta, quarenta anos, sua vida ativa, idade que considerava o ápice da vida amorosa da mulher.
Por isso que para quem já chegou nesta fase, deve se sentir uma privilegiada e aproveitar ao máximo essa plenitude de maturidade, e para quem ainda não chegou lá, calma, viva com alegria cada fase da vida, mas, tenha certeza que ser "MULHER" na concepção exata da palavra, só começa a partir dos 30 anos.

sábado, 23 de maio de 2009

Bate outra vez com esperanças o meu coração!!!!

Um sábado de samba... e mais um romance à vista.

Eis que se aproxima um cidadão de semblante um tanto "pueril". Aos poucos, dando início a um diálogo supreendí-me ao ouvir mencionar sua idade e então repreendí todos os estereótipos que minha mente precoce e fértil em tão poucos instantes já havia criado e passei a olhar o moço com outros olhos.

Como de praxe o rapaz não era cearense. Rolaram uns beijinhos, trocamos telefone e algo ficou no ar.

Durante a semana, ligou-me, saímos, conversamos, aliás foi quase um monólogo, pois o rapaz estava com muita necessidade de falar, o que eu não achei ruim, afinal já não sei mais como me comportar, pois se fica muda, a mulher é taxada de burra e se fala e demostra um pouquinho de informação, pode até ser comparada a uma lésbica. Ficaram surpresos diante da palavra?? pois saibam que isso já me aconteceu, um cidadão desprovido de sensibilidade e intelecto com dificuldade de conseguir associar o binômio mulher/inteligência afirmou que eu só poderia ser lésbica e, isso pelo simples fato de emitir minha opinião sobre um determinado assunto, pode?

Bom, mas voltando à história do pretendente, sabe qual foi o final? adivinhem? S U M I U.
Mas agora já encontrei outra possível justificativa para todos os sumiços.

Contando a história para uma amiga, dizendo não conseguir decifrar tal atitude, uma vez que fui mera ouvinte, ela me olhou e disse: "Ka, você falou que era formada em filosofia"? e eu respondí que sim. E ela continuando o seu raciocínio deu-me o seguinte conselho: " Da próxima vez diz que é formada em Letras, porque filosofia, o cara já pensa logo: uma mulher dessas de mau humor e ainda filosofando é demais!"

Olha, eu rí muito com essa história. E agora eis a questão: Será que a culpa é da filosofia??kkkkkk.

Cadê você que nunca mais apareceu??

Quando eles somem......

São alguns encontros e muitos desencontros na tentativa de encontrar um amor. Diante da forma com que certos homens agem, de vez em quando o desânimo quer se apoderar de mim, mas como sou brasileira e não desisto nunca, vivo o luto de uns 3 dias pela morte dos que não quiseram ficar e depois volto a viver em pleno carnaval de emoções.

Parece que a maioria deles padronizou a forma de ir, ou seja, assim como num passe de mágica, simplesmente somem. No começo, quando acontecia isso comigo, sofria horrores pensando no que poderia ter acontecido,querendo entender, e esse era o grande problema: ENTENDER. Aí vinham as interrogações: Fiz algo de errado ou será que deixei de fazer? falei bobagem? será que ele não gostou do beijo? ou será que é comprometido? como se não bastasse, ainda ia consultar às amigas, que por sua vez tinham várias suposições que me deixavam mais atormentada.

Não satisfeita, comecei a questionar também os colegas homens, pois de repente, através deles pudesse encontrar uma resposta mais plausível que servisse de alento.

Ouví deles colegas coisas do tipo:
" É muito chato para um homem chegar e dizer q não quer mais, portanto é mais fácil sumir, dessa forma a mulher vai entender".

"Não procure entender o que homem faz, nós somos muito diferentes de vocês mulheres, que tem necessidade de explicação para tudo".

Essa última frase me lembrou até uma passagem do livro O pequeno príncipe onde fala que: "diferentemente das crianças, os adultos querem respostas para tudo".

Talvez se não tivéssemos tanta necessidade de explicações, complicássemos menos a vida.

O engraçado é que quando uma mulher assim como eu está buscando alguém e passa por uma situação dessas, ela nunca pensa que o problema pode ser com ele, muito pelo contrário começa logo a procurar os defeitos em sí.

Bom, mas o fato é que depois de muitos sumiços sem adeus e de muito incomodar os meus neurônios, aprendí algumas coisas:

Não importa se falou pouco ou demais, se é burra ou inteligente, se pobre ou rica, feia ou bonita, se anda de carro ou de ônibus e muito menos se transou ou não no primeiro encontro, quando eles não querem, vão embora do mesmo jeito, portanto o segredo é Ser autêntica, pensar menos, e ter a certeza de que: se ele não quis ficar é problema dele.

domingo, 17 de maio de 2009

O amor como consumo.

A cada dia que passa as formas de se relacionar se tornam mais frias e sem emoção!

No mundo contemporâneo do ter e não do ser, as pessoas não querem mais ser namorados, ser amantes, ser companheiros, mas sim ter um corpo que durante alguns momentos possa lhe ser fonte de prazer, sem geração de vínculos. No sistema capitalista em que vivemos, as relações homem-mulher vêm se tornando um produto de consumo e isso é sinal de que algo está fora de ordem.

Quando falo consumo, me refiro basicamente ao curto processo interesse-desinteresse entre os seres do sexo oposto que é bem semelhante ao da aquisição de um bem material. No início, aquele estágio de empolgação que parece perder o sentido a partir do momento em que o outro deixa de ser "o novo".

Há falta de disponibilidade para se relacionar e desenvolver elos de afeto. Hoje o sexo chega na pole position e representa quase 80% do interesse, ou seja, não se quer mais conhecer o outro fora da cama, saber o que ele pensa, o que sente, o que gosta, enfim.. isso dá trabalho.

Para a maioria das pessoas, relação significa compromisso e isto é sinônimo de "cobrança", aí vem a exaltação da liberdade e tudo desmorona. Concordo que Liberdade é a melhor coisa do mundo, porém discordo que isso seja um empecilho para uma relação a dois..

Para alguns, a minha visão talvez seja pessimista, mas não consigo enxergar o cenário atual sob outra ótica.

Que saudade do amor romântico que a literatura de outrora tanto enfatizava! será que vamos ter que retroceder para voltar a constituir laços???