sábado, 5 de maio de 2012

La Solitudine.

Há seis meses eu não postava por aqui. Esse tempo seria mais que suficiente para hoje eu escrever um enredo diferente do último,o qual falei sobre o misto de amor e tortura chamado S A U D A D E. No entanto, o discurso continua o mesmo. Meu Deus que sentimento é esse que parece ter se eternizado em mim? nos últimos dias tive a sensação de estar vivendo aqueles primeiros momentos de ausência, é tudo tão forte!! Será que Freud conseguiria explicar? fico querendo entender, decifrar o que ainda me faz reportar àquele homem. Será o fato da rejeição ou da não aceitação? Uma carência infinita, regada à solidão que se instalou? ou será que de fato é amor?
No silêncio e calor do meu quarto fico perdida em meus pensamentos, sentindo-me a mais só das criaturas. Sozinha por não ter nenhuma companhia nesse Sábado à noite e mais  ainda por querer estar ao seu lado e não poder. Nem sei se a recíproca é verdadeira, mas essa é a minha vontade nesse momento.Às vezes a vida é tão vazia e quando você começa a amadurecer parece que isso se intensifica. Sei que não tenho o direito de reclamar, pois estou aqui no conforto, enquanto muitas pessoas como mostrou o Jornal Nacional, estão realmente vivendo momentos difíceis, e aí diante disso meu pseudo sofrimento se transforma em nada. Mas o ser humano é assim, só reconhece o valor das necessidades básicas,quando não as tem.
Desde ontem não estou bem! a reunião de trabalho me deixou tensa e ao chegar em casa, a mensagem da Themis me falando que ele mandou um cartão postal, foi o suficiente para me arrasar. Quanta insanidade da minha parte querer que ele envie algo pra mim, o sentimento é meu, não dele. Acho que me tornei totalmente irracional, depois que ele partiu. Não aguentei a curiosidade e fui lá na casa dele conversar com a Themis e sofrer, sim porque tudo naquela casa me traz sua lembrança, começa pelo BOB, o cachorro, o "filho" que ele tanto gostava, que ao me ver até parece que sabe ou lembra quem eu sou. É incrível, até para de latir quando me vê. Quando estou lá, tenho a sensação de que ele vai chegar. Sou masoquista mesmo e acho que a busca pelo sofrer parece fazer parte do DNA. Esse Final de semana se tivesse grana sobrando, teria sumido do mapa, mas como não pude, estou aqui tendo nesse blog o único companheiro que eu posso cansar.