Há seis meses eu não postava por aqui. Esse tempo seria mais que suficiente para hoje eu escrever um enredo diferente do último,o qual falei sobre o misto de amor e tortura chamado S A U D A D E. No entanto, o discurso continua o mesmo. Meu Deus que sentimento é esse que parece ter se eternizado em mim? nos últimos dias tive a sensação de estar vivendo aqueles primeiros momentos de ausência, é tudo tão forte!! Será que Freud conseguiria explicar? fico querendo entender, decifrar o que ainda me faz reportar àquele homem. Será o fato da rejeição ou da não aceitação? Uma carência infinita, regada à solidão que se instalou? ou será que de fato é amor?
No silêncio e calor do meu quarto fico perdida em meus pensamentos, sentindo-me a mais só das criaturas. Sozinha por não ter nenhuma companhia nesse Sábado à noite e mais ainda por querer estar ao seu lado e não poder. Nem sei se a recíproca é verdadeira, mas essa é a minha vontade nesse momento.Às vezes a vida é tão vazia e quando você começa a amadurecer parece que isso se intensifica. Sei que não tenho o direito de reclamar, pois estou aqui no conforto, enquanto muitas pessoas como mostrou o Jornal Nacional, estão realmente vivendo momentos difíceis, e aí diante disso meu pseudo sofrimento se transforma em nada. Mas o ser humano é assim, só reconhece o valor das necessidades básicas,quando não as tem.
Desde ontem não estou bem! a reunião de trabalho me deixou tensa e ao chegar em casa, a mensagem da Themis me falando que ele mandou um cartão postal, foi o suficiente para me arrasar. Quanta insanidade da minha parte querer que ele envie algo pra mim, o sentimento é meu, não dele. Acho que me tornei totalmente irracional, depois que ele partiu. Não aguentei a curiosidade e fui lá na casa dele conversar com a Themis e sofrer, sim porque tudo naquela casa me traz sua lembrança, começa pelo BOB, o cachorro, o "filho" que ele tanto gostava, que ao me ver até parece que sabe ou lembra quem eu sou. É incrível, até para de latir quando me vê. Quando estou lá, tenho a sensação de que ele vai chegar. Sou masoquista mesmo e acho que a busca pelo sofrer parece fazer parte do DNA. Esse Final de semana se tivesse grana sobrando, teria sumido do mapa, mas como não pude, estou aqui tendo nesse blog o único companheiro que eu posso cansar.